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Marcha, luta e resistência: mulheres nas ruas em defesa da Borborema Agroecológica

  • Foto do escritor: João Paulo Lima
    João Paulo Lima
  • há 4 dias
  • 2 min de leitura

Na luta pelos direitos das mulheres, milhares de pessoas ocuparam as ruas de Remígio



A 17ª Marcha pela Vida das Mulheres e pela Agroecologia ocupou, nesta quinta-feira (12), as ruas de Remígio, na Paraíba, para ecoar um grito coletivo combatendo todas as formas de violência contra as mulheres. O evento contou com a participação dos 13 municípios que fazem parte do Polo da Borborema e reuniu mais de cinco mil mulheres, fortalecendo a luta por direitos, pela proteção do meio ambiente e pela valorização da agricultura familiar.




Com o tema “Mulheres em defesa da Borborema Agroecológica”, a marcha também levanta debates sobre os impactos de grandes empreendimentos nos territórios rurais e defende um modelo de desenvolvimento sustentável no Semiárido. Entre as principais bandeiras da mobilização está a luta por uma transição energética inclusiva, capaz de considerar as condições de pobreza vividas por grande parte da população. Com a Marcha das Mulheres, o debate sobre as falsas soluções para as mudanças climáticas ganha ainda mais força.




A caminhada seguiu pelas ruas da cidade com gritos de ordem em defesa da luta feminina, que busca quebrar correntes históricas enlaçadas pelo patriarcado, que sempre colocou as mulheres como propriedades. Uma das canções mais marcantes da marcha tem a ascensão da liberdade como mote principal e foi cantada com vozes estridentes, de braços dados enquanto caminhavam: 

“Cansei de ser domesticada/ Quero andar com os próprios pés/ Organizar a rebeldia/ E assim deixar de ser refém/ Mulher não é uma propriedade/ Como dita a sociedade de costume patriarcal/ Precisa também se libertar para o mundo transformar/ Derrubar o Capital."

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Entre as diversas apresentações culturais, destacou-se o show da cantora Lia de Itamaracá, que se apresentou no evento pelo décimo ano consecutivo. A marcha é considerada uma das maiores mobilizações femininas do campo na região e reforça, ao longo dos anos, o protagonismo das mulheres na construção de um modelo de agricultura sustentável e de convivência com o Semiárido.


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EXPEDIENTE

Fotografia: João Paulo Lima

Revisão de Texto: Marcele Saraiva

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